Localizado na mais emblemática zona turística de Lisboa, o restaurante que acaba de completar cinco anos não quer apenas cativar os turistas. Inovar sem perder de vista a gastronomia tradicional é o objetivo.
Por: Fátima Ferrão
Por: Fátima Ferrão
Renovar uma carta e mantê-la interessante para os clientes não é fácil. Que o diga o chef executivo Giorgio Damásio que acompanha as mudanças de estação no Populi já há cinco anos. Em conjunto com o chef residente, Ricardo Estevas, os sabores de verão foram pensados ao pormenor. “O objetivo é provocar sensações e proporcionar experiências únicas”, dizem. “Só isso fará o cliente voltar”.
A localização do restaurante, em pleno Terreiro do Paço, em Lisboa, com uma esplanada que convida a desfrutar do rio, cativa à entrada. Mas, e sabem-no bem os chefs, o que mais importa é a satisfação do cliente à saída.
A localização do restaurante, em pleno Terreiro do Paço, em Lisboa, com uma esplanada que convida a desfrutar do rio, cativa à entrada. Mas, e sabem-no bem os chefs, o que mais importa é a satisfação do cliente à saída.
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Fomos experimentar e, pode dizer-se, que apesar de um forte enfoque nos pratos de bacalhau – com destaque para o bacalhau confitado, na carta desde a abertura do espaço -, a ementa apresenta-se bastante equilibrada. Há propostas de carne q.b. e também algumas vegetarianas bem interessantes.
No entanto, a grande novidade, a que podemos até chamar experiência exótica, é o carpaccio de novilho em forma de sushi com cogumelos shitake, chips de parmesão e vinagrete de estragão (7,90€), que figura nas entradas.
Surpreendente combinação, a piscar o olho aos amantes do sushi, e a provar que o peixe pode não ser o único protagonista neste tipo de propostas gastronómicas. Esta foi a primeira experiência que nos passou pelo palato, mas que, acredite o leitor, deixa marcas na memória. Das boas, claro!
Seguimos para um Tártaro de atum e abacate com lima, coentros e maionese de wasabi (8,50€) que, apesar de menos surpreendente, em nada fica atrás da primeira entrada. Sabores muito distintos, mas que resultam numa boa combinação.
No entanto, a grande novidade, a que podemos até chamar experiência exótica, é o carpaccio de novilho em forma de sushi com cogumelos shitake, chips de parmesão e vinagrete de estragão (7,90€), que figura nas entradas.
Surpreendente combinação, a piscar o olho aos amantes do sushi, e a provar que o peixe pode não ser o único protagonista neste tipo de propostas gastronómicas. Esta foi a primeira experiência que nos passou pelo palato, mas que, acredite o leitor, deixa marcas na memória. Das boas, claro!
Seguimos para um Tártaro de atum e abacate com lima, coentros e maionese de wasabi (8,50€) que, apesar de menos surpreendente, em nada fica atrás da primeira entrada. Sabores muito distintos, mas que resultam numa boa combinação.
Poderíamos continuar a petiscar nas entradas, pois propostas mais tradicionais como Camarão à la Guilho e a Amêijoa da Ria Formosa também nos acenavam do menu. Mas era tempo de avançar.
Marisco, peixe e bacalhau com fartura
O marisco é também uma das apostas dos chefs para este verão. Além das entradas, nos pratos de peixe marca presença, por exemplo, o Camarão tigre grelhado com legumes da época e manteiga de alho e citrinos (23,50€).
Os sabores do mar continuam nas Cataplanas – a que os chefs arriscam chamar ‘as melhores de Lisboa’ – com a de Marisco (lavagante, camarão de Moçambique, amêijoa da Ria Formosa e mexilhão – 55€ para 2) a destacar-se.
No entanto, não ficam atrás as cataplanas de peixe – a do Atlântico (garoupa e pampo dos Açores – 39,50€ para 2) ou a de Arroz de Garoupa com Camarão de Moçambique – 36,50€ para 2). Nesta categoria entra ainda a Caldeirada de Bacalhau com Amêijoa da Ria Formosa (38,50€ para 2), bastante agradável.
No bacalhau, e como já foi referido, o ‘típico’ confitado com puré de grão e bok choi (17,50€) mantém-se na carta em todas as estações, entrando agora o mais fresco bacalhau lascado com tomatada de poejo e broa de milho crocante (17,50€).
Marisco, peixe e bacalhau com fartura
O marisco é também uma das apostas dos chefs para este verão. Além das entradas, nos pratos de peixe marca presença, por exemplo, o Camarão tigre grelhado com legumes da época e manteiga de alho e citrinos (23,50€).
Os sabores do mar continuam nas Cataplanas – a que os chefs arriscam chamar ‘as melhores de Lisboa’ – com a de Marisco (lavagante, camarão de Moçambique, amêijoa da Ria Formosa e mexilhão – 55€ para 2) a destacar-se.
No entanto, não ficam atrás as cataplanas de peixe – a do Atlântico (garoupa e pampo dos Açores – 39,50€ para 2) ou a de Arroz de Garoupa com Camarão de Moçambique – 36,50€ para 2). Nesta categoria entra ainda a Caldeirada de Bacalhau com Amêijoa da Ria Formosa (38,50€ para 2), bastante agradável.
No bacalhau, e como já foi referido, o ‘típico’ confitado com puré de grão e bok choi (17,50€) mantém-se na carta em todas as estações, entrando agora o mais fresco bacalhau lascado com tomatada de poejo e broa de milho crocante (17,50€).
Maturado não é estragado
O Entrecôte, 250gr., com 30 dias de maturação é, segundo Ricardo Estevas, um ex-libris da carta, apesar de por vezes o termo ‘maturado’ anda causar alguma confusão e dúvida.
Para quem não sabe exatamente o que o espera à mesa quando escolhe carne maturada, fique sabendo que que a maturação da carne é um processo enzimático natural de amaciamento, em condições de temperatura controlada, evitando a proliferação de bactérias.
O destaque nas novidades vai, contudo, para uma outra combinação de sabores pouco habitual, que surpreende pela positiva. Falamos do Carré de borrego, crosta de pinhões e pimentos vermelhos, acompanhado de couscous de vegetais e gengibre (19,50€). Não sendo apreciadora desta carne, posso dizer apreciei a conjugação e o tempero.
O Entrecôte, 250gr., com 30 dias de maturação é, segundo Ricardo Estevas, um ex-libris da carta, apesar de por vezes o termo ‘maturado’ anda causar alguma confusão e dúvida.
Para quem não sabe exatamente o que o espera à mesa quando escolhe carne maturada, fique sabendo que que a maturação da carne é um processo enzimático natural de amaciamento, em condições de temperatura controlada, evitando a proliferação de bactérias.
O destaque nas novidades vai, contudo, para uma outra combinação de sabores pouco habitual, que surpreende pela positiva. Falamos do Carré de borrego, crosta de pinhões e pimentos vermelhos, acompanhado de couscous de vegetais e gengibre (19,50€). Não sendo apreciadora desta carne, posso dizer apreciei a conjugação e o tempero.
A nova carta reforça ainda as propostas vegetarianas, com destaque para o Hambúrguer vegetariano de seitan, tofu, cogumelos, mix de legumes e nozes com maionese de wasabi e aromas de sésamo em pão de beterraba (12,50€). O Risotto de cogumelos (Portobello, Pleurotus, Paris e Marron (14,90€) também é uma boa opção para quem dispensa peixe e carne.
Nos doces recomenda-se o Arroz doce da Avó Bia em mil folhas crocante (5,50€) e o Cheesecake de frutos vermelhos (6,50€).
Restaurante Populi | Morada: Praça do Comércio, Lisboa | Horário: 9h30-00h00 | Preço médio: 30€ | + info
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