Vera Silva é a mais recente voz de comando na cozinha do restaurante que conta com carta renovada ao sabor de Portugal - há produtos endógenos e atenção ao receituário tradicional português. Mas será que convence?
Por: Francisco de Almeida Fernandes
Por: Francisco de Almeida Fernandes
Pouco tempo passou desde a saída do chef Vítor Cardoso dos comandos do The Vintage Lisboa, mas o restaurante já conta com nova chef e nova carta. Vera Silva, que até então ocupava a posição de sub-chef, criou uma ementa que regressa às origens do receituário tradicional português já disponível à mesa.
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Dividida em cinco secções - 'Para começar', 'Pela boca morre o peixe', 'Carnes de hoje faz o homem são', 'Adoramos massa e risotto' (com opções vegetarianas) e 'Que não é amargo, nem azedo nem salgado' -, é uma primeira carta que, de forma, geral não apresenta sugestões surpreendentes. Ainda assim, ganha pela inclusão de produtos endógenos de determinadas regiões do país e pela correta execução técnica - é o caso da salada de presunto, queijo chèvre da Maçussa e morango com redução balsâmica, um prato perfeito para um almoço de verão.
A chef foi buscar um queijo produzido à moda francesa, mas com alma bem portuguesa, com origem em Maçussa, junto a Azambuja. É produzido por Adolfo Henriques, sociólogo de formação e gastrónomo de coração, e também o único produtor artesanal deste queijo em Portugal. Uma paixão que agora é transportada para a mesa do Vintage.
Gaspacho com sorbet de pepino - leve, muito fresco e saboroso -, bacalhau à Gomes de Sá cozinhado a baixa temperatura com cebola roxa e carré de borrego são alguns dos novos pratos que compõem a ementa. Para adoçar a boca, vale a pena experimentar o mil folhas de pastel de nata com café e gelado de canela ou as farófias em emulsão e citronela em gelado.
Gaspacho com sorbet de pepino - leve, muito fresco e saboroso -, bacalhau à Gomes de Sá cozinhado a baixa temperatura com cebola roxa e carré de borrego são alguns dos novos pratos que compõem a ementa. Para adoçar a boca, vale a pena experimentar o mil folhas de pastel de nata com café e gelado de canela ou as farófias em emulsão e citronela em gelado.
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Embora com apontamentos gastronómicos com reconhecido valor, o tempo e a experiência à frente do The Vintage Lisboa darão provas do potencial da jovem chef - os primeiros passos estão lá: a preocupação em tornar contemporâneo o receituário tradicional português, a escolha de produtos endógenos e a utilização de legumes biológicos. É um percurso cujo destino estamos curiosos para conhecer.
Recomenda-se uma visita durante o período de almoço, altura em que está disponível o menu executivo que inclui prato, sobremesa (ou entrada) e água por 15 euros. Uma boa forma de experimentar algumas opções sem o peso financeiro dos preços praticados ao jantar.
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