Dirk Niepoort, os irmãos Guedes da Sogrape, a família Soares da Malhadinha, o lendário Luís Pato, os monges da Cartuxa, os Olazabal do Meão e Leonor Freitassão algumas das personagens da nova longa-metragem documental Setembro A Vida Inteira, da jornalista Ana Sofia Fonseca. Estreia esta quinta-feira, dia 15, e fica em exibição em Lisboa, Setúbal e Leiria.
Mais do que uma viagem ao impressionante mundo do vinho, o filme é uma ode às raízes portuguesas, passando em revista o suor do labor nas vinhas numa peça cujos protagonistas principais são os trabalhadores agrícolas. É aqui que começa uma das principais etapas da produção de Baco e que a realizadora não perde oportunidade de pintar no grande ecrã.
Em jeito de apresentação, Ana Sofia Fonseca deixa claro o que marca o documentário: “Todos os calendários, a sorte jogada em setembro. Homens, mulheres e crianças contam a vida pelas vindimas”, escreve. É neste cenário, de sol a sol, que se travam amizades e o seu contrário, mas também onde se conhecem histórias marcadas por “paixões, crimes e aventuras”.
Além do retrato íntimo dos grandes produtores, há espaço para pequenas histórias como a que intitula “Brigada da Vinha” – uma viagem a uma prisão de alta segurança, entre Setúbal e o Alentejo, onde um grupo de reclusos condenados a penas longas se dedica ao tratamento das cepas e à produção vínica para encontrar “uma espécie de liberdade”.
Setembro A Vida Inteira tem estreia marcada para esta quinta-feira, no Cinema City, em Alvalade, com apresentação de Ana Sofia Fonseca (que repete a dose na sexta-feira) – a autora vai também estar presente durante o fim de semana no Cinema City Setúbal, no Alegro, para falar sobre o documentário. Apesar de só agora chegar a Portugal, a obra da jornalista passou já por dois festivais de cinema, nos Estados Unidos e em Espanha, tendo conquistado O Grande Prémio do Júri no país vizinho.
