A decisão foi comunicada pela Câmara Municipal do Porto, através do site oficial, e decreta o “encerramento temporário dos museus e bibliotecas municipais” em resposta ao surto de COVID-19. A estes juntam-se teatros, galerias, piscinas e ainda a suspensão de todos os eventos promovidos pela autarquia em todos os equipamentos camarários. As restrições deverão manter-se até 3 de abril.
A isto junta-se ainda a suspensão “de todas as visitas de lazer, turismo ou âmbito cultural ao edifício dos Paços do Concelho”, bem como as atividades complementares à ação educativa (como visitas de estudo) promovidas pela autarquia. As exceções são aplicadas às feiras e aos mercados, ainda que “reforçando as ações de formação e prevenção que já estão em curso”, lê-se no comunicado.
De acordo com o município, estas medidas são tomadas “independentemente do plano de contingência interno já em aplicação para instalações e trabalhadores” da câmara, conforme previsto nas recomendações da Direção Geral de Saúde (DGS).
À semelhança do Porto, concelho mais próximo de Lousada e Felgueiras onde se registam mais casos de COVID-19, também a Câmara Municipal de Lisboa anunciou esta tarde medidas semelhantes.
Recorde-se que a decisão surge numa altura em que estão confirmados 41 casos de infeção por COVID-19 em Portugal, sendo que a maioria está concentrada na zona Norte do país. A nível internacional, Itália decretou esta segunda-feira quarentena em todo o território, condicionando a vida de cerca de 60 milhões de pessoas. As companhias aéreas, que estão a facilitar os cancelamentos e reagendamentos de viagens, já anunciaram a suspensão dos voos de e para Itália.
