Conquistar os consumidores de vinho franceses é o grande objetivo do Salão do Vinho Português, que vai realizar-se em Parc Florar de Paris, em França, de 4 a 6 de junho. Em causa está a qualidade e versatilidade dos néctares nacionais, que desta forma tentam afirmar-se perante o mercado francófono e provar que Portugal não se resume a vinho do Porto, Mateus Rosé ou Casal Garcia.

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Em declarações à Agência Lusa, Rómeo de Amorim, organizador do evento, explica que “quando se fala dos vinhos portugueses em França fala-se nos vinhos de baixa qualidade”, um paradigma que, na sua ótica, é necessário alterar. Para isso, o salão vai reunir cerca de 110 expositores (entre vinho e gastronomia) e alguns pequenos produtores que procuram a entrada no país, promovendo provas, showcookings, harmonizações e um concurso para chegar aos melhores néctares.

Na competição, presidida pelo escansão Micael Morais (que trabalha num restaurante com uma estrela Michelin), serão apurados os melhores Porto (branco e tinto), Madeira, Tinto, Branco, Rosé, Espumante e Verde. Seguindo a mesma lógica, a capacidade gastronómica dos vinhos portugueses será colocada à prova em sessões de cozinha ao vivo e harmonizações, por exemplo, com queijos franceses. Haverá, ainda, masterclasses para educar este mercado.

A missão do Salão do Vinho Português é alcançar os consumidores franceses com vinhos nacionais de topo, desfazer mitos e quebrar a barreira psicológica que existe em relação à qualidade das produções portuguesas.