Nova Orleães é uma cidade cheia de vida, com muita história e uma fusão de culturas que funcionam muito bem entre si, proporcionando experiências inesquecíveis aos visitantes. Durante os meses de janeiro e fevereiro, o destino torna-se ainda mais animado devido à chegada do Carnaval.

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Mardi Gras: do nascimento à atualidade

Chegou à América do Norte, no final do século XVII, como uma tradição católica francesa. No ano de 1730 foi celebrado abertamente o Mardi Gras em Nova Orleães, mas não da forma que se conhece atualmente – em 1740, o Marquês de Vaudreil estabeleceu bailes da alta sociedade que se vieram a tornar modelos para as atuais festas de Carnaval.

No final da década de 1830, Nova Orleães já organizava procissões e desfiles que estavam a cargo da Sociedade Boeuf de Gras que manteve estas funções até 1861. Na forma atual das festividades existem vários reis do Carnaval, mas o primeiro surgiu em 1872, conhecido como rei Rex, criado por um grupo de empresários para presidir ao desfile diurno. Como forma de homenagear o grande duque russo Alexis Romanoff, foram apresentadas as cores oficiais da sua família, o roxo, o verde e o dourado que são ainda hoje as cores oficiais das celebrações da cidade.

Foto: Mardi Gras New Orleans DR

Atualmente, as festividades do Mardi Gras incluem desfiles, paradas, muita música, festas e procissões de carros alegóricos. Este ano a semana festiva, que culmina na terça-feira gorda, ocorre de 9 a 13 de fevereiro, embora as comemorações já tenham começado em janeiro, com cerca de um mês de antecedência.

As tradições carnavalescas

As paradas organizadas por Krewes – organizações sem fins lucrativos – são um dos eventos mais apreciados durante as comemorações do Mardi Gras. Todos podem assistir gratuitamente aos desfiles onde tocam bandas, se apresentam coreografias e se admiram os carros alegóricos. A Zulo Parade é uma das mais famosas e tradicionais, em que os integrantes do desfile atiram cocos pintados, muito disputados entre a multidão já que, segundo a tradição, quem os conseguir apanhar tem boa sorte garantida.

Os colares de contas também são típicos do Carnaval de Nova Orleães, e uma tradição inspirada nos célebres colares de amêndoas atirados pelo rei Rex na procissão de 1872. A crença dita que quantos mais destes objetos se tiver ao pescoço, mais boa sorte terá a pessoa que os usa.

A nudez feminina, que acabou por tornar-se parte das festividades, é um costume associado aos colares de contas que levam a que as mulheres, em troca destes objetos, dispam as suas camisolas.