“Passem a Páscoa nos países onde têm a sua residência”, apelou esta quarta-feira António Costa, que pede aos emigrantes portugueses para não se deslocarem a Portugal durante este “período especialmente crítico” da pandemia de COVID-19. O objetivo é continuar a evitar a propagação, num momento em que o país está já em fase de mitigação do novo coronavírus.

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Apesar do pedido, o primeiro-ministro relembra que “gostamos sempre de acolher [os nossos compatriotas que residem noutros países] de braços abertos”, mas que este não é o momento para promover as habituais reuniões familiares. Recorde-se que, legalmente, nada impede que cidadãos portugueses possam regressar ao país, mesmo residindo no estrangeiro, embora seja uma decisão fortemente desaconselhada pelo Governo e pelas autoridades de saúde.

“Se vierem, terão de ficar confinados em casa como estamos e estaremos todos e, portanto, não é o melhor momento para virem”, explicou ainda o líder político.

Vale a pena lembrar que apesar das fronteiras internas da União Europeia não estarem encerradas, foram implementadas fortes restrições à circulação de pessoas em toda a Europa, incluindo em Portugal, onde o estado de emergência chegará esta quinta-feira aos 15 dias previstos na lei. Já durante o dia de hoje, Governo e Presidente da República fizeram saber que o decreto deverá ser renovado e discutido na Assembleia da República amanhã, dia 2 de abril. Será, assim, uma Páscoa diferente, com distância social forçada pela pandemia de COVID-19.

De acordo com os dados mais recentes da Direção Geral de Saúde (DGS), existem hoje 8251 casos de infeção confirmados e 187 mortes. O número de recuperados mantém-se, para já, nos 43.